Cruzei com ele no elevador várias vezes, em horários diferentes - domingo de manhã, sábado à tarde, alguns dias à noite.Ele sempre com seu cachorrinho, sei lá que raça, daqueles pequenos, pelo comprido, bem clarinho, quase branco.
Quieto, nunca escutei seu latido.
O dono também é desses tipos que falam pouco. Apenas me cumprimenta, educado, e quando chega no seu andar ele abre a porta do elevador e sai carregando o cãozinho. Antes, se despede com um "até logo". E mais nada.
Perguntei para o Zé, meu amigo porteiro, como se chama o homem do cachorrinho:
- É Pedro, o sobrenome é esquisito, deve ser estrangeiro. Mora sozinho, mudou-se faz uns três meses. Dizem que é advogado.
Mas o Zé não soube me dizer o nome do animal.
Da próxima vez que encontrar com o Pedro vou perguntar para ele.
Pode ser uma boa maneira de quebrar o gelo.
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